15 e 16/4/2017

Publicado em 17 de abril de 2017

DIÁRIO CATARINENSE

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MOACIR PEREIRA

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CONSULTOR JURÍDICO

Curiosidade – Ex-advogado que quer casar com seu laptop dá trabalho à Justiça nos EUA
Mark “Chris” Sevier, produtor de música eletrônica cristã e ex-advogado, conheceu seu laptop, um MacBook, em uma loja da Apple no Tennessee. Foi um amor platônico entre a máquina e suas atividades musicais, que durou até o dia em que Sevier errou na digitação de “facebook.com” e entrou no site “fuckbook.com”. Descobriu “muitos sites com imagens pornográficas, que apelaram para suas sensibilidades biológicas de macho”. Nesse dia, o MacBook se tornou seu objeto do desejo. Ficou carregado de pornografia e se tornou o parceiro ideal para suas atividades masturbatórias.
Essa é, basicamente, a história que ele conta na seção “dos fatos” das ações que moveu, até agora, em tribunais federais de cinco estados americanos. E pretende movê-las em outros 12 estados, até que em algum deles um juiz reconheça seu direito de se casar com seu laptop. A história é de amor, mas os argumentos são de ódio (contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo), na interpretação de algumas entidades.
“Se casais do mesmo sexo têm o direito de se casar com os objetos de seus desejos sexuais… então eu devo ter o direito de me casar com meu objeto sexual preferido, o meu computador da Apple carregado de material pornográfico”, ele escreveu em suas petições.
Na verdade, Sevier tem uma longa história de ações frívolas, muitas delas movidas especialmente para minar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, dizem os sites The Daily Beast, Raw Story e o Jornal da ABA (American Bar Association).
Ele é o correspondente americano de pessoas que gostam de mover ações frívolas em outros países. Por exemplo, logo depois que descobriu o mundo da pornografia na Internet, Sevier processou a Apple. Ele culpou a empresa por sua “dependência de pornografia”. A Apple deveria ter incluído em seu computador um “modo de segurança”, que o “impedisse de preferir as belezas cibernéticas a sua mulher, o que resultou no fim do casamento”.
Por enquanto, Sevier já moveu ações na Flórida, Tennessee, Kentucky, Texas e Utah, todas em tribunais federais (não em estaduais). Quatro delas já foram trancadas. Na sexta-feira (7/4), o juiz Henry Wilhoit, de um tribunal federal em Kentucky, trancou a ação de Sevier, junto com outra ação em que a autora, Elizabeth Ording, demandava o direito de se casar com seu papagaio. (…)